Análise das profecias de Nostradamus (1)


Análise da Vigésima primeira Profecia :


Par Agrippine chef Frankfort repris ,1. Em Köln chefe Frankfurt capturado,Köln foi fundada por Agrippina ;
capturado: no sentido de raptado
La Cour sera en un bien fascheux trouble , 2. O governo confrontar-se-á com um verdadeiro dilema,O governo = A Corte
Franche non point par appuy Germanique ,3. Os franceses não ajudam de todo os alemães,franceses = Francos e alemães = Germanos
La plus grand part de son sang mettra à mort :4. A maior parte da sua estirpe será executada:estirpe = sangue
Par toute Asie grand proscription ,5. Por toda a Ásia grande proscrição,
Que telle loy tiendra pour ennemie.6. Que tal lei considerará como inimiga.
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Le chef de Perse remplira grande Olchade ,7. O chefe da Pérsia encherá grande tenda,[A-]tenda = [Ol]-chade (transcrição fonética europeia, séc. XVI, de al-Čādor)
‘encher uma grande tenda’: representa simbolicamente o poder económico e político do Xá (cf. AQUI).
Empoisonné , son sang au sacré scyphe.8. Corrompido, seu povo [subjuga] ao cristianismo.Corrompido = envenenado ;
povo = sangue ;
cristianismo = cálice sagrado
[Veja também AQUI e AQUI][A adaptação à língua portuguesa é da minha responsabilidade.]


https://archive.org/details/lesprophtiesdemm00nost/page/n7/mode/2up


1.2.3. Rapto do magnata Hanns Martin Schleyer, por terroristas da RAF, em Köln, e de um avião de turistas alemães, que se dirigia ao aeroporto de Frankfurt (Frankfurt am Main também foi um dos principais centros de atividade, planeamento e refúgio da RAF, especialmente no início dos anos 1970 e 1980). O corpo de Martin Schleyer foi encontrado a 19 de outubro de 1977 na mala de um carro abandonado em Mulhouse/França. Estes acontecimentos deram origem ao denominado “Outono Alemão”:


“A fase entre 1968 e 1977 pode ser considerada como a de maior crise interna na sociedade alemã desde o fim da guerra. […] Em 1977, a confrontação culminou no sequestro do magnata industrial Martin Schleyer e de um avião de turistas alemães, numa tentativa desesperada de forçar a libertação dos líderes da RAF (“Facção Exército Vermelho”) que se encontravam há cinco anos encarcerados em prisões de alta segurança. O governo social-democrata (aconselhado por um estado-maior de emergência que incluía o partido conservador, então na oposição) não aceitou libertar os prisioneiros e ‘garantiu’ a liberdade dos passageiros do avião da Lufthansa por meio de uma arriscada operação militar relâmpago. Como resultado da operação, os três líderes presos se suicidaram (ou, segundo a versão da RAF, foram massacrados) e os sequestradores executaram o magnata. […]” (cf. AQUI, p.61 e ss.)


“[…] Schleyer wurde am 5. September 1977 von RAF-Terrorist*innen mit dem Ziel entführt, die Freilassung von elf in der BRD inhaftierten RAF-Mitgliedern in Form eines Geiselaustausches zu erwirken. Die Bundesregierung lehnte eine Freilassung ab. Als auch die Entführung der Lufthansa Passagiermaschine „Landshut“ in Mogadischu/Somalia durch die Befreiung der Geiseln letztlich gescheitert war und sich daraufhin drei der Inhaftierten das Leben nahmen, wurde Schleyer noch am selben Tag ermordet. Seine Leiche wurde am 19. Oktober 1977 im Kofferraum eines verlassenen Autos in Mülhausen/Frankreich gefunden. […]” (cf. AQUI)


4.5.6. Sobre estes eventos, na década de 1970, no continente asiático, pode consultar a seguinte obra: O Livro Negro do Comunismo, disponível em:


https://archive.org/details/courtois-o-livro-negro-do-comunismo-crimes-terror-e-repressao


7. Ol-chade (cf. Encyclopædia Iranica):


“Čādor “tent,” […] Depending on their size, the richness of their decoration, and their interior arrangements, they can be the dwellings of either powerful nomad chiefs (formerly even of kings and their courts during the summer) […]”

“[…] In the Islamic period čādor, or čādar (lw. in Ar. šāder), […]”.


https://www.iranicaonline.org


7.8. Mohamed Reza Pahlavi, rei da Pérsia (atual Irão), governou o país como imperador, até o regime monárquico ser abolido em 1979:


“[…] Mohammad Reza Shah Pahlavi […] iniciou um programa de modernização e de ocidentalização do país. Este facto originou o ódio dos líderes religiosos, particularmente dos muçulmanos xiitas ortodoxos. Na década de 70 gerou-se um descontentamento geral. Em 1979 o Governo entrou em colapso e Pahlavi teve de fugir do país. Nesse ano regressou triunfalmente ao Irão Ruhollah Khomeini, um ayatollah xiita, vindo do exílio em Paris. Imediatamente instaurou no país uma república islâmica e proibiu todas as influências ocidentais, para além de nacionalizar a maior parte das indústrias, dos bancos e das seguradoras”.


https://www.infopedia.pt/artigos/$irao


Por tudo o que acima ficou exposto, é possível concluir que as visões que Nostradamus descreve, nesta Vigésima primeira Profecia, se referem a factos correlacionados da mesma época histórica: a década de 1970.

Os eventos são descritos de forma sintética, mas não vaga, como por vezes se supõe.

Como ainda veremos, as mensagens transmitidas por meio das vinte e seis Profecias encontram-se sempre mais ou menos envolvidas por uma leve aura de mistério. Contudo, essa aura misteriosa – conseguida, principalmente, através da introdução de alguns elementos simbólicos num discurso sintético (direto e conciso) – apresenta-se unicamente como um recurso estilístico, ao serviço da mensagem que Nostradamus pretende transmitir.

São sempre mensagens complexas e profundas que – para serem corretamente decodificadas – obrigam o(a) possível leitor(a) a analisar o discurso, a refleti-lo, e a estudar o(s) contexto(s) histórico(s) em que podem ter ocorrido – quando a mensagem se refere a factos passados. Quanto aos eventos que ainda estão por acontecer, esses podem ser lidos com os olhos do presente. Por duas razões: primeiro, porque Nostradamus só profetizou até ao nosso tempo; segundo, porque o futuro somos nós que o construímos, com os nossos atos (e omissões) presentes.


Fernanda Alves Afonso Grieben

fe@revisitar.com

Sou pintora, originária do Norte de Portugal, mas resido atualmente na Alemanha. Também gosto de escrever textos literários, sobretudo para a infância. Faço-o, principalmente, para mim própria. No entanto, alegro-me sempre que encontro uma possibilidade de partilhar a minha escrita com as demais crianças, de todas as idades. Sou Mestre em Teologia (UCP); Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas – variante de Estudos Portugueses e Doutorada em Estudos Portugueses, na especialidade de Literatura Portuguesa (UAb).

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